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"Interior de escola árabe em Constantina". Grafite e aquarela sobre papel de Theodore Chasseriau.1846.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Nossa língua portuguesa em Hollywood

Eu e minha mania de implicar com aquelas obras meio "auto ajuda" americanas...Mas bem, o fato é que eu não li "Comer, rezar, amar" ("Eat, pray, love", 2007, Ed.Objetiva) da Elizabeth Gilbert, já best seller, claro, apesar das insistências ferrenhas da minha prima que mora nos EUA. Mas neste recesso caí na besteira de assistir o filme em DVD, e olha... até que gostei da mensagem?!



O filme, lançado agora em 2010, já arrecadou mais de U$60.000.000 e tem como estrelas Julia Roberts, Javier Bardem e Richard Jenkins.


O mote é o seguinte: a americana Liz resolve jogar tudo para o alto pois está insatisfeita com sua vida e quer adquirir o prazer de viver novamente.Em seu pensamento, ela não sente mais prazer em comer - por isso resolve passar 4 meses na Itália só apreciando o prazer de comer à mesa com amigos e saborear o que está comendo; ela não tem mais prazer em visualizar seu futuro e suas perspectivas se não consegue perdoar seu passado - por isso vai à Índia, por 4 meses, em busca dos ensinamentos de uma guru que a faça se perdoar pelo que já fez (e nisto está o divórcio, e consequentemente ela busca o perdão de seu ex-marido, achando que lhe causou muitas mágoas); e Liz não sente mais prazer em amar, por isso vai ao encontro de si mesma em Bali, por 4 meses - mas lá acaba encontrando o brasileiro Felipe (interpretado por Javier Bardem), um homem do mundo, super viajado e experiente- com a mágoa do divórcio também.

O que eu achei interessante no filme, no entanto, não tem muito a ver com a história, mas sim com a referência à cultura brasileira através da personagem Felipe: um homem emotivo, empreendedor, viajado... Mas será que é esse o perfil do homem brasileiro? Até que o Bardem fala o português direitinho, português do Brasil, viu gente, não de Portugal.. e é tão bom ouvir nossa língua em um filme tão famoso né? Mesmo que não retratando tão bem nossa cultura...Nossa língua é de fato bem musical...

Tem outro filme, "Simplesmente amor" ("Love actually", 2003, produção inglesa) em que o personagem do ator Colin Firth se apaixona por uma portuguesa, mas aí ela fala o português de Portugal mesmo, e também é interessante comparar as 2 versões desse filme pois o dublado é diferente do que tem o áudio original só por causa da nossa língua portuguesa. Na versão dublada, o português vira espanhol, que coisa bizarra! Vocês já assistiram? Eu recomendo que deem uma olhadinha, qualquer hora dessas... 




Mas o importante é que, enfim, é muito bom ouvir nossa língua mãe em Hollywood de vez em quando, não é mesmo?

4 comentários:

  1. É amiga, ouvir a língua portuguesa em uma produção de Hollywood é ótimo. Mas bem que eles poderiam ter pesquisado melhor a nossa cultura - o selinho entre pai e filho está completamente fora de contexto.
    Parabéns pelo blog, é lindo!

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  2. Olá Teacher...Parabéns pela excelente idéia. Com certeza as suas considerações sobre qualquer assunto são sempre interessantes e agregam valor às nossas vidas. Muito bom para nós ex-alunos que teremos ainda o privilégio de poder tê-la em nosso meio, mesmo que virtualmente, por enquanto.

    Abração.

    Heldon

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  3. Olá querida, professora!
    Muito boa e relevante idéia que você teve de criar um blog como esse.
    Melhor ainda, é poder apreciar seu conhecimento literário e compartilhar de suas maravilhosas experiências...
    Você sempre terá minha admiração!
    Um grande abraço,
    Hildenê Alves

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  4. Tinha que ser o Colin Firth, seu queridinho... heheheh Vou lembrar de assistir o filme! =)

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