Um blog para mulheres inteligentes e empoderadas pelo conhecimento!

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"Interior de escola árabe em Constantina". Grafite e aquarela sobre papel de Theodore Chasseriau.1846.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Jóia Rara e seu tapete vermelho

Já já estreia outra novela das 18h na Globo, de época (adoooooro!!) e eu estava olhando as produções das estrelas na festa de apresentação do elenco etc. E o que foi que deu? Só as "platinadas" (depois que fiquei loira através de mechas, meu sonho de consumo é ser platinada rsss), os "decotões" e as rendas, minha gente! E os "brincões"? Dá uma olhada aí nos looks lindos:



 
Carolina Dickman - parece que o vestido, todo de seda, foi feito sob encomenda com a figurinista da novela...



Letícia Spiller, a musa...


com brincões H.Stern e pele linda! - é assim que eu quero chegar aos 40...

Giovanna Ewbank

Giovanna Ewbank na festa de Joia Rara (Foto: Raphael Mesquita / Foto Rio News)
bijoux e makeup lindas também...

Mariana Ximenes, os brincões e essa moda dos anéis em todos ou na maioria dos dedos eu já aderi! E que pele iluminada, viu!

Agora me digam se não dá vontade de ir ao salão djá??



sábado, 22 de junho de 2013

Para ver e ler: O Grande Gatsby


Assisti essa nova versão de O Grande Gatsby (The great Gatsby, 2013) sábado passado no cinema em 3D e fiquei maravilhada! Um luxo só, assim como a produção do filme. Baz Luhrmann, o diretor, recontou a história do homem que sucumbe inocentemente ao American dream com uma trilha sonora linda e comovente e com uma produção de arte e fotografia como há muito não se via.


Gatsby, um homem que promove festas maravilhosas todas as noites mas cuja origem ninguém conhece ao certo, quer refazer seu passado reconquistando a antiga namorada, Daisy, só que ela está casada com Tom, um homem riquíssimo. Para concretizar seus desejos, ele conta com a ajuda do primo de Daisy, o aspirante a escritor Nick, que coincidentemente é seu vizinho...


Mas tentar reescrever o passado é complicado, e é bem aí que se encontra a inocência de Gatsby: ele acha que enriquecendo - daí a obsessão pelo luxo, poder e artigos de consumo, principalmente carros - pode ganhar novamente o coração de Daisy e fazer com que ela abandone o marido infiel. Mas será que somente o dinheiro pode diminuir o abismo social entre duas pessoas de origens tão diferentes? E se o dinheiro não for problema, será que o amor é o bastante para eles viverem no meio desse loucos anos da década de 1920?


Vale a pena ler este romance do autor norte-americano F.Scott Fitzgerald, que é até em parte autobiográfico. Para mim, como leitora e fã dele, não houve outro autor que tão bem enxergasse a sociedade americana do pós-1ª Guerra Mundial, a famosa década de 20, também chamada de Era do Jazz - os anseios, luxos excessivos, a perseguição implacável do status quo, o surgimento de novos ricos x os ricos tradicionais; enfim, realizar o American Dream: vencer na vida e enriquecer. Mas este sonho infelizmente não era pra todos, e ter dinheiro também não representava ter aceitação social. 


A melhor leitura da obra é que Gatsby, pra pertencer à alta sociedade, deveria mudar de personalidade: ser menos inocente, menos ingênuo, e mais pragmático - pois aí ele poderia se defender melhor de seus inimigos... E quanto ao passado...Bem, o passado não pode mesmo ser retomado...ou reescrito, não é mesmo?

domingo, 9 de junho de 2013

Poema para o Dia dos Namorados

Eu já fiz um post aqui no blog sobre e.e.cummings, poeta moderno norte-americano; como essa semana veremos milhares de coraçõezinhos por todos os lados por conta do Dia dos Namorados, resolvi homenagear os amantes com o poema I carry your heart with me (Carrego seu coração comigo). Este poema é muito citado em vários filmes românticos, mas também...o que mais me atrai nele é a sua simplicidade, sua singeleza...Se o rapaz ou a moça não tiver realzitos R$ pra comprar aqueeeeeele presente, vale dar um cartão com esse poema; tenho certeza que vai agradar :)

[i carry your heart with me(i carry it in my heart]

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear;and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
                                                      i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)

************

Carrego seu coração comigo (carrego-o em meu coração)

Carrego seu coração comigo (carrego-o em meu coração)
Eu nunca estou sem ele (por onde quer que eu vá, você também vai, minha querida;
e o que quer que eu faça, é você quem está fazendo, querida

Não tenho medo de nenhum destino (porque você é o meu destino, docinho)
Não quero outro mundo (pois você, minha linda, é meu mundo, minha verdade)
E se a lua representa algo, é você
Se o sol canta, é sempre você

Este é o segredo mais profundo que ninguém conhece
(isto é a raiz da raiz,  a essência da essência
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce mais alta
do que a alma pode esperar ou do que a mente pode esconder)
e esta é a maravilha que mantém as estrelas distante.

Carrego seu coração comigo (carrego-o em meu coração)
(tradução livre)

domingo, 21 de abril de 2013

O brilho de uma paixão - ou a vida de John Keats


O brilho de uma paixão (2009) nos traz os últimos anos de vida do poeta romântico inglês John Keats, apesar de que a vida dele mesmo foi muito curta - morreu com apenas 26 anos. Todo o sentimento platônico romântico, toda a filosofia melancólica romântica, todos os matizes, toda a natureza exuberante e depressiva - facetas permanentes da estética romântica - são capturados aqui pela sensível direção de Jane Campion.


Seus últimos 2 anos de vida, os mais produtivos de John Keats, também revelam o ápice do envolvimento amoroso com Fanny Brawne, com quem chega a noivar em 1819 mas cujo casamento nunca chegaria a se concretizar, pois Keats além de viver às custas de amigos ainda estava doente - tinha tuberculose.


Muito lembrado pelo famoso poema romântico "La belle dame sans merci" (apenas o título está em francês, que significa "A bela dama sem piedade"), Keats consegue o reconhecimento nas rodas literárias e consequentemente na Literatura Inglesa quando publica o seu Lamia, Isabella, The eve of St.Agnes and other poems em 1821, meses antes de morrer.


Para Harold Bloom, um dos maiores críticos da atualidade, Keats viveu o Alto Romantismo; sendo influenciado pelas leituras de William Shakespeare, é considerado o "gênio da aceitação trágica", extremamente melancólico. Por intuir que não viveria muito, seus poemas, em sua maioria escritos no estilo clássico de ode, apresentam um eu lírico atormentado, inquieto, negativo e mórbido; porém a genialidade de Keats reside no uso perfeito da língua inglesa, que qualquer tentativa de tradução não consegue abarcar a emoção do poeta em suas longas odes. Temos aqui um trecho de sua Ode à Melancolia (Ode on Melancholy), um de meus poemas preferidos:

Ela tem Beleza - Beleza que há de morrer;
e enlevo, cuja mão sempre acena adeus,
estando o Prazer dolorido bem por perto,
buscando veneno enquanto a abelha suga:
Sim, é mesmo no templo da Alegria
que a Melancolia faz seu santuário,
sem ser vista, exceto por aquele
cuja língua explode a uva no céu da boca,
e cuja alma há de provar da força da dor,
e entre os seus troféus sombrios ser pendurada. [...]

É a clássica referência romântica ao estado permanente de tristeza, ou melancolia... Mesmo na alegria ela se instala imperceptível, pois a dor de viver é sempre maior - essa é a filosofia mais pura seguida e vivida por vários autores românticos, inclusive pelo nosso representante nacional, o poeta Álvares de Azevedo: na ânsia de viver reside a mesma ânsia de partir...







quinta-feira, 18 de abril de 2013

Investindo no azul royal

Sou fã de todos os tons de azul, mas o que já anda há um bom tempo nas "araras" das lojas são peças em azul royal, que eu acho alegre e pode tirar da rotina muitos looks...É um tom democrático: vai bem com morenas, negras, ruivas e brancas, sem contar que ele possui quase o mesmo efeito chamativo do vermelho...Separei algumas inspirações para vocês do site lookbook.nu:



Tideshe Dress, Chanel Glasses, Sheinside Coat, Dsstyles Iphone Case
estilo romântico...

Www.Tailor4less.Com Pants, Marika Blazer, Marika Shirt
estilo mais clássico...

Shirt, Skirt
no detalhe da saia florida...

H&M Skirt, Hand Made Coat, River Island T Shirt, Asos Boots
no boné e no sapato...estilo mais teen.


homem também pode!


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Doris Day & 60's fashion

Outro dia consegui assistir no Netflix um filme clássico, Confidências à meia noite (1958), com dois dos meus atores favoritos: Doris Day e Rock Hudson:


A história é bobinha mas bem gostosinha rsss: Day interpreta a decoradora Jan Morrow, que tem que dividir sua linha telefônica com o compositor e mega-conquistador-raparigueiro Brad Allen; as brigas entre os dois são constantes porque de tanto as mulheres ligarem pro Allen, a pobre Jan não consegue fazer nenhuma ligação! Claro que acontecem situações hilárias que vão levar os dois a se conhecerem depois e se apaixonarem...


Mas o que me chamou a atenção foi o figurino usado por Doris, selecionado por Bill Thomas...que já vem em ritmo de anos 60, com corte bonito, tudo combinado e bem colorido:

www.littledooronthesound.com



O look branco total está sendo muito usado novamente, não é dos meu preferidos mas é inspiração dos anos 60...Quanto ao filme, vale a pena assistir, ao menos pra ver a produção de arte que é muito bonita :)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

1º de abril

Meus amores, vamos começar a semana com um salto bem bacana, poderoso e engraçado do Rupert Sanderson , porque o mês de abril não tem feriado "útil" não rsss, então vai ser só trabalho, trabalho....affff!

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Domingo de Páscoa 2013

Feriadão terminando... mas domingo de Páscoa lembra não só um almoço bem gostoso mas também aquela sobremesa regada a muuuuuuito chocolate! Aí vão as dicas:

Ovos com casca recheada de trufas (tradicional, avelã, mezzo, maracujá e napolitano), 400g, da  Cacau Show

 
Ovos de Páscoa Kopenhagen hummmmmm Esse aqui é com nozes variadas...


Ovo de Páscoa Alpino...


Sabonetes com o formato de ovos de Páscoa da Empório Body Store (tem no Shopping da Ilha)...que embalagem linda!

produto vertical
produto vertical

Toda a linha de cacau da Natura, como a Máscara hidratante para cabelos e a Colônia Refrescante...delícia!





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oscar 2013 Red Carpet

Eu nunca deixo passar o Red Carpet da cerimônia do Oscar, né minha gente? Como havia previsto,  trocaram o preto pelo branco! E pelo vermelho! Mas fiquei maravilhada também com todos os brilhos e rendas, de forma que aí vão minhas escolhas...eu usaria todas, se o R$ desse e eu fosse rycah :)


Sandra Bullock de pretinho rendado...


Halle Berry de pretinho elegantérrimo...


Pra mim, festa de Oscar tem que ter esses ball gowns (vestidos de baile, à lá Cinderela rsss). Esse aqui da Jennifer Aniston é um belo exemplo. Os outros são de:


Jennifer Lawrence e...


Amy Adams...linda de Oscar de la Renta!



Pra mim, esse foi o branco mais elegante da noite, da Charlize Theron.( gente, é impressão minha ou ela tá parecendo com a Xuxa nessa foto??)



Olha eu não sou chegada em amarelo não, mas esse da Jane Fonda tá bem chic; para quem não tem cintura, esse detalhe brilhoso favorece.


Fendas ahhhh as fendas...elas também apareceram, e eu achei a desse vestido da Jennifer Hudson bem sexy e nada vulgar.

Bom minha gente, é isso aí...o que vocês acharam?? Ah! Quero deixar registrado que o meu favorito pro Oscar de Melhor Ator, o mega-maravilhoso-talentoso ator irlandês Daniel Day-Lewis, ganhou e eu amei! Pronto!

photos by people.com




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

4 anos sem Nascimento Morais Filho


José Nascimento Morais Filho (1922-2009), escritor e pesquisador maranhense... mas principalmente meu avô e mentor...Porque hoje faz 4 anos sem ele...Porque hoje quero compartilhar alguns versos seus, que ainda me emocionam:

As estrelas, meu irmão,
São as letras de luz da linguagem universal,
O coração, seus fonemas;
No entanto,
Não sabes ainda soletrar:
li-ber-da-de!



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A fonte das mulheres


A fonte das mulheres (La source des femmes, 2011) é um filme que deve ser assistido mais por homens do que por mulheres...ou o contrário, não sei rsss Porque tem aquela temática feminista, sabe? E trazer à tona um debate sobre direitos femininos em uma sociedade como a retratado na filme - uma aldeia árabe - é sempre delicado...


Mas aqui não tem nada de dramas, não!! Pelo contrário, a forma como as mulheres, lideradas por Leila, resolvem reivindicar por seus direitos é por si só muito engraçada: as mulheres casadas da aldeia se recusam a ter relações sexuais com seus maridos enquanto eles não as ajudarem a buscar água em uma fonte remota, localizada nas montanhas - essa função é exclusivamente feminina. Mas o argumento é super válido: enquanto elas se arriscam subindo e descendo a montanha diariamente para trazer água para casa, inclusive se acidentando e perdendo seus bebês, seus homens ficam o dia todo conversando e bebendo chá num "bar" local.


Leila, ao fazer sua "pequena revolução", é apoiada e orientada pelo apaixonado marido Sami, mas com o tempo percebe que não é tão simples mudar a forma de pensar tanto dos homens idosos quanto dos mais novos. Assim, ela, junto com as outras mulheres, procuram meios, uns engraçados e outros silenciosos, para se fazerem ouvidas, mas nunca afrontando as tradições, que elas sabem são importantes para que hajam respeito e solidariedade no contexto social em que vivem. 

 

O gênero do filme é comédia, mas discute muito apropriadamente questões que para nós, mulheres ocidentais ou que não seguem a religião islâmica, nem passam pelas nossas cabeças um dia ter que lidar. Por exemplo, o simples ato de se apaixonar e não poder casar com quem seu coração escolheu, e sim com quem seus pais já determinaram e "negociaram" para você. Outro ponto tocante na história é quando Leila revela ao marido que já não era mais virgem ao casar com ele; ela havia sido "costurada" por um médico porque senão seria repudiada. Mas ela justifica o fato por ter se entregado ao primeiro namorado por amor...só que o moço teve que casar com outra mulher, já escolhida previamente pelo pai.


Existe algo de muito belo e sensível nessa história: Leila só consegue mudar a opinião das mulheres daquela aldeia pois dá a elas o que lhes foi negado desde sempre - a educação pela leitura. Por ser casada com um professor e por ler muito - escondida, é verdade, da família de seu marido - são necessárias várias conversas e argumentos, inclusive utilizando o Alcorão, para convencer não só as mulheres, mas também seu líder espiritual, de que sua luta é justa. E pensar que tudo começou porque se queria ajuda para buscar água...



sábado, 26 de janeiro de 2013

A delicadeza do amor


A delicadeza do amor (La delicatesse, França, 2011) é um dos filmes mais belos e mais singelos que chegou às telas nos últimos tempos. E ele fala sobre o inesperado surgimento do amor...daquele tipo de amor que nasce sem os dois quererem, sabe?


Nathalie (a maravilhosa Audrey Tautou) vê toda sua vida mudar após a morte do marido, com quem vivia um casamento e existência felizes. Para aplacar sua dor, ela se joga no trabalho e nem percebe que com o passar dos anos sua imagem é vista como a de uma mulher que não só não possui uma vida pessoal, como a de alguém dura, incapaz de amar. Ao escutar essa descrição de si mesma pelos corredores da empresa, Nathalie faz algo inusitado: tasca um beijo na boca de um colega de trabalho, do nada!


Talvez ela faça isso para saber se ainda está viva, se realmente é capaz de sentir ou tocar alguém de forma íntima, e para isso nada melhor do que um beijo! Mas Nathalie não calcula a reviravolta que fará na vida de Markus (o engraçadíssimo François Damiens), o colega feio e desajeitado que ela escolhe justamente pra dar esse beijo! O que se segue é o aflorar de vários sentimentos "esquecidos" por Nathalie, começa uma espécie de readaptação a uma vida dita "normal"; ela se permite sair novamente, conhecer Markus, enfim, se abrir para o mundo novamente...e arriscar no terreno amoroso.


Ao se "permitir" deixar as coisas acontecerem - Markus não se acha merecedor da bela e inteligente Nathalie, portanto as ações dele são muito dignas de risos - os dois serão vistos pelos outros como um casal improvável e isso vai ocasionar situações no mínimo interessantes! Quanto à parte técnica, o título faz jus ao filme, que tem todas as sutilezas e delicadezas possíveis e belas: a metáfora do cabelo (ao se abrir para o amor, Nathalie começa a deixar o cabelo solto, o que é visto por Markus como algo sexy); o "primeiro beijo" oficial que Markus não consegue dar, mesmo com um cenário exuberante ao fundo com a Torre Eiffel etc.; o jeito que ela o toca no rosto e lhe diz que está tudo bem, que não liga para os olhares incrédulos dos outros...E quando perguntam a Markus como ele se sente ou qual o efeito que ela possui quando ele está com ela, ele responde: "Elle me permet d'être la meilleure version de moi même" (Ela me permite ser a melhor versão de mim mesmo).



Vale muito a pena assistir e se deixar levar por essa história de amor...pois no fim das contas, é assim mesmo que acontece: por nada ser definitivo é que devemos seguir em frente...