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"Interior de escola árabe em Constantina". Grafite e aquarela sobre papel de Theodore Chasseriau.1846.

sábado, 22 de junho de 2013

Para ver e ler: O Grande Gatsby


Assisti essa nova versão de O Grande Gatsby (The great Gatsby, 2013) sábado passado no cinema em 3D e fiquei maravilhada! Um luxo só, assim como a produção do filme. Baz Luhrmann, o diretor, recontou a história do homem que sucumbe inocentemente ao American dream com uma trilha sonora linda e comovente e com uma produção de arte e fotografia como há muito não se via.


Gatsby, um homem que promove festas maravilhosas todas as noites mas cuja origem ninguém conhece ao certo, quer refazer seu passado reconquistando a antiga namorada, Daisy, só que ela está casada com Tom, um homem riquíssimo. Para concretizar seus desejos, ele conta com a ajuda do primo de Daisy, o aspirante a escritor Nick, que coincidentemente é seu vizinho...


Mas tentar reescrever o passado é complicado, e é bem aí que se encontra a inocência de Gatsby: ele acha que enriquecendo - daí a obsessão pelo luxo, poder e artigos de consumo, principalmente carros - pode ganhar novamente o coração de Daisy e fazer com que ela abandone o marido infiel. Mas será que somente o dinheiro pode diminuir o abismo social entre duas pessoas de origens tão diferentes? E se o dinheiro não for problema, será que o amor é o bastante para eles viverem no meio desse loucos anos da década de 1920?


Vale a pena ler este romance do autor norte-americano F.Scott Fitzgerald, que é até em parte autobiográfico. Para mim, como leitora e fã dele, não houve outro autor que tão bem enxergasse a sociedade americana do pós-1ª Guerra Mundial, a famosa década de 20, também chamada de Era do Jazz - os anseios, luxos excessivos, a perseguição implacável do status quo, o surgimento de novos ricos x os ricos tradicionais; enfim, realizar o American Dream: vencer na vida e enriquecer. Mas este sonho infelizmente não era pra todos, e ter dinheiro também não representava ter aceitação social. 


A melhor leitura da obra é que Gatsby, pra pertencer à alta sociedade, deveria mudar de personalidade: ser menos inocente, menos ingênuo, e mais pragmático - pois aí ele poderia se defender melhor de seus inimigos... E quanto ao passado...Bem, o passado não pode mesmo ser retomado...ou reescrito, não é mesmo?

Um comentário:

  1. Gosto muito dessa obra. Pena não poder assistir-la no cinema em virtude da maternidade! Aguardarei nas locadoras.

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